As aulas nas redes pública e particular do estado de Goiás voltam nesta segunda-feira (3), mas ainda de forma remota. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) decidiu, com base em nota técnica expedida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), adiar o retorno dos estudos presenciais, com intuito de evitar a propagação do coronavírus.
À princípio, a medida deve durar até o dia 31 de agosto, mas os representantes da área devem se reunir em cerca de duas semanas para nova avaliação.
A nota elaborada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública para o Novo Coronavírus (COE-nCov) sugeria que as aulas presenciais continuassem suspensas até o fim de agosto justamente porque houve aumento no número de casos de Covid-19 em julho.
Segundo o último boletim da SES-GO, publicado no domingo (2), já são mais de 70 mil pessoas infectadas no estado.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/p/F/tzEp72TlCCe0AI1QiLxA/whatsapp-image-2020-06-17-at-15.52.28.jpeg)
Aluna estuda pelo celular enquanto aulas presenciais estão suspensas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Medidas de segurança
Independente de quando forem retomadas as atividades presenciais, todas as unidades de ensino deverão obedecer a uma série de regras para manutenção da saúde e higiene do ambiente escolar, que tem altos riscos de contaminação da Covid-19.
Desde o último dia 15 de julho, está em discussão uma proposta de regras e normas a serem cumpridas nesses ambientes para garantir o mínimo possível de contágio.
Diretrizes para retomada de atividades
O documento em análise propõe, entre várias normas, o retorno às atividades nas instituições de forma gradual, começando por 25% da quantidade de alunos, para garantir a consolidação de todo o protocolo.
Foi proposto também às escolas que priorizem, sempre que possível e em consonância com o Projeto Pedagógico de cada instituição, o planejamento de atividades ao ar livre e em locais mais arejados da instituição.
Para os pais, o protocolo orienta higienizar com frequência os pertences pessoais das crianças, antes e após o período de presença na escola (copo, garrafas plásticas, mochilas, lancheiras, toalhas, estojo de escova de dente, uniformes e outros materiais).
Veja parte das normas discutidas pelo COE:
- Limitar o número máximo de alunos em sala obedecendo o distanciamento de 1,5 metro entre eles e demarcando no chão o local de cada carteira;
- O distanciamento entre pessoas em qualquer ambiente da instituição deve ser de no mínimo 1,5 metro;
- Evitar que alunos de uma turma tenham contato com alunos de outras turmas modificando horário de acesso, saída e recreios;
- Escalonamento de horários de chegada e saída de acordo com a realidade de atendimento de cada escola objetivando evitar aglomerações na recepção e saída dos alunos e utilizando, quando existirem, múltiplas entradas/saídas;
- Aferir com termômetro infravermelho a entrada de funcionários colaboradores, alunos e visitantes;
- Não permitir acesso à unidade de pessoas sem máscaras ou com uso inadequado das mesmas;
- Se for confirmado caso de Covid-19, as aulas serão suspensas de dois a cinco dias.
Grupo de risco
- O documento recomenda a manutenção do regime especial de aulas não presenciais para alunos do grupo de risco:
- Alunos que, por questões emocionais ou familiares, não seja aconselhável o retorno às atividades presenciais;
- Alunos que se recusem ou apresentem dificuldade constante em usar máscara e seguir os protocolos de segurança;
- Os estudantes de inclusão que possuam dificuldades nos cuidados pessoais, disfunções da imunidade ou que tomem remédios imunossupressores, que apresentem restrições respiratórias ou outras comorbidades associadas à deficiência.
- Setores administrativos: para as áreas administrativas, o protocolo orienta o distanciamento social, como a instalação de proteção acrílica em locais de atendimento como recepção, caixa da cantina e secretaria. Prevê também, sempre que possível, evitar o compartilhamento simultâneo da estação de trabalho por mais de um funcionário.