A transformação digital avança no agronegócio, mas a inteligência artificial ainda ocupa espaço limitado na rotina de empresas, cooperativas e propriedades rurais. Apesar do reconhecimento sobre o potencial da tecnologia para apoiar a gestão, fatores como custos, desconfiança em relação às informações geradas e desconhecimento sobre suas possibilidades continuam dificultando uma adoção mais ampla no setor.
Pesquisa realizada pela Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio mostra que apenas 32% das organizações consultadas já utilizam inteligência artificial. Outros 56% dos participantes afirmaram que ainda não adotaram a tecnologia, enquanto 12% não souberam informar.
Na avaliação de Rodrigo Capella, diretor-geral da Ação Estratégica, o avanço da sucessão familiar no agronegócio tem estimulado a incorporação de novas tecnologias. Mesmo assim, o setor ainda passa por um período de aprendizado e análise antes de ampliar de forma efetiva o uso da inteligência artificial.
“O levantamento, realizado com a participação de 197 profissionais do setor, revela que o agronegócio enxerga o valor estratégico da inteligência artificial no dia a dia da gestão, com 47% dos entrevistados apontando que ela apoia a tomada de decisão. Já 23% dos participantes destacaram que a IA mostra novas oportunidades de mercado. Muitas empresas começaram a perceber que a inteligência artificial tem a habilidade de oferecer, de forma rápida, um conjunto padronizado de informações, que se bem analisado, poderá auxiliar as empresas de agronegócio a decidirem a melhor rota”, pontua Capella.
A pesquisa também mostra que a IA pode reunir e organizar informações de maneira rápida, oferecendo suporte para avaliações sobre diferentes cenários e decisões empresariais. Entre as aplicações práticas identificadas estão a agricultura de precisão, com análise da temperatura das folhas para avaliação hídrica e eliminação automatizada de ervas daninhas.
A tecnologia também aparece na gestão de safras, com possibilidades de mensuração e otimização da produção, redução de custos operacionais e melhoria da logística. O cenário indica que, embora exista interesse crescente, a consolidação da inteligência artificial no campo ainda depende da superação de barreiras técnicas, financeiras e de conhecimento.
Fonte: Agrolink
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