Espionagem ilegal: PF apreende US$ 170 mil de diretor afastado da Abin

A Polícia Federal (PF) apreendeu US$ 171,8 mil em espécie na residência do secretário de Planejamento e Gestão da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Maurício Fortunato Pinto, um dos cinco diretores da órgão afastados por suspeita de integrar um esquema de espionagem ilegal de celulares.

O dinheiro foi encontrado durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa de Fortunato, em Brasília. Ele foi diretor de inteligência da Abin no governo Bolsonaro.

Além dos cinco afastamentos, a Abin cumpriu 25 mandados de busca e apreensão. Dois servidores foram presos preventivamente. As buscas foram realizadas no DF, Goiás, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Espionagem de celulares pela Abin

Segundo as investigações da PF, o grupo investigado usava o sistema de geolocalização de celulares de forma ilegal, sem autorização da Justiça.

Pelo menos parte dos servidores investigados tinham ligação com o governo Bolsonaro e com o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem. Parte do governo Lula tem uma crise de confiança com a Abin, já que cargos da cúpula da Agência Brasileira de Inteligência são ocupados por pessoas ligadas ao governo Bolsonaro.

Um desses casos que provoca desconforto no governo é a própria nomeação de Fortunato Pinto na cúpula da Abin, sendo que em 2008, no governo Lula, ele foi afastado por envolvimento em escutas ilegais contra políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Satiagraha.

Quase expulsos

Os dois servidores presos foram Rodrigo Colli, da área de contrainteligência cibernética, e Eduardo Arthur Izycki, oficial de inteligência, conforme adiantou a coluna Na Mira. Eles tinham um agravante, pois tentaram boicotar um processo de sindicância que estavam sofrendo, segundo as investigações. Eles teriam tentado coagir colegas a anular um processo administrativo que caminhava para a demissão de ambos.

Esse processo administrativo contra os dois servidores era por terem trabalhado para uma empresa, em nome de familiares, em que o conteúdo do contrato teria relação com o trabalho deles na Abin. Isso violaria a exclusividade exigida do cargo.

Fonte: Metropoles

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