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Gari e cantor sertanejo, trabalhador se divide entre limpeza da cidade e shows em barzinhos: ‘Faço com muito amor’

Gari há 12 anos e também cantor sertanejo, Emilio Pereira, de 39 anos, falou sobre a importância da profissão no “Dia do Gari”, que é comemorado nesta segunda-feira (16). Emilio trabalha na limpeza pública, faz serviços de varrição das ruas, limpeza de praças e opera máquinas de limpeza e roçagem na capital.

“Muitas pessoas nos discriminam, mas a gente zela do meio ambiente. Eu faço com muito amor. Não é fácil, a gente não ganha tão bem, mas eu adoro trabalhar como gari e a música me ajuda muito, porque quem canta seus males espanta”, disse.

Natural de Imperatriz do Maranhão, ele cantava sertanejo com o pai desde criança e se mudou para Goiânia há 25 anos. Atualmente, ele concilia a profissão de gari cantando em barzinhos da capital e também pelo interior de Goiás.

“Eu canto desde criança. Já cantei em vários barzinhos, adoro cantar, não sou profissional ainda, mas é um sonho que eu tenho. O brasileiro está sempre correndo atrás do sonho”, contou.

Apesar do amor pela música, Emilio conta que ficou um tempo sem cantar em bares após sofrer um trauma depois de um assalto no Maranhão. Na época, ele disse que foi enforcado, levou uma porrada na boca e perdeu dois dentes, o que o deixou fragilizado.

“Eu perdi parte da minha vida, perdi o meu sorriso. Agora que eu voltei a recuperar. Consegui ajuda com um consultório odontológico e estou pagando da forma que eu posso. Já estou bem melhor e voltei a cantar”, disse.

O gari cantor disse ainda que outra dificuldade que tem é com os instrumentos. Hoje em dia, ele precisa pedir um violão emprestado quando tem que fazer alguma apresentação. Ele conta que gostaria de ter um violão próprio para poder fazer seus shows.

“É um sonho desde criança, eu sempre quis levar a música a sério, mas não tenho uma estrutura boa. Não tenho um violão bom, caixa de som e isso não é barato. No momento, estou passando por um momento difícil, mas não vou desistir jamais”, disse.

Apesar de ser feliz nas suas profissões, ele diz que já sentiu muito preconceito das pessoas. No entanto, ele diz que não deixa de fazer o trabalho de forma bem feita, pois acredita que está contribuindo para o meio ambiente.

“É muito bom ver a praça cheia de lixo, mal cuidada e a gente chegar, fazer uma roçagem bem bacana e deixar o ambiente agradável para a gente respirar. Isso beneficia muitas famílias”, disse.

Fonte:G1

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