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Homem aproveita fim da medida protetiva e joga fogo no corpo da ex-mulher

Com a medida protetiva vencida e aguardando o resultado de um pedido de renovação, uma mulher de 24 anos foi surpreendida, a caminho do trabalho, em Catalão, no sudeste de Goiás, pelo ex-companheiro, que tentou matá-la queimada.

O caso aconteceu nessa quarta-feira (13/10). O homem a abordou na rua, obrigou que ela entrasse no carro e a levou para uma região fora da cidade.

Conforme a investigação em andamento, ela foi agredida com chutes na cabeça e no tórax e, em seguida, o ex-namorado jogou álcool sobre o corpo dela e ateou fogo.

Medida vencida

A medida protetiva havia vencido no último dia 10 de outubro e ela aguardava a renovação. O relacionamento dos dois era conturbado e ela já tinha registrado dois boletins de ocorrência contra o mesmo homem. Ele está foragido.

No momento em que ele ateou fogo contra a mulher, ele saiu correndo. Desesperada, ela conseguiu se levantar, retirou a blusa que estava pegando fogo e, também, correu em direção à rodovia GO-305.

A vítima permaneceu nas margens da estrada até aparecer alguém para ela pedir ajuda. Um homem que passava de carro pelo local a viu e a colocou no veículo, levando-a para o hospital Santa Casa de Misericórdia Catalão.

Queimaduras

Ela sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau. A delegada Alessandra Maria de Castro, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) foi até o hospital para ouvir a vítima.

“Ela contou que teve um relacionamento de quatro anos, mas que há dois meses eles estavam separados. Eles vinham conversando amistosamente nos últimos dias e, antes de ontem, ele começou a ter ciúmes dela e perguntar se ela estava ficando com outro homem”, relata Alessandra.

A delegada diz que percebeu queimaduras na mão e nos braços da vítima. A jovem está consciente e segue se recuperando no hospital. “O fato aconteceu três dias depois de vencer a medida protetiva”, afirma.

Alessandra frisa que o simples fato de eles estarem conversando por aplicativos de bate-papo no celular já era um descumprimento da medida. A vítima e o agressor não podem ter nenhum tipo de contato.

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