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Número de mortes confirmadas por dengue em Goiás chega a 4, diz Secretaria de Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou que subiu para quatro o número de mortes por dengue este ano no estado. Outros 34 óbitos suspeitos da doença ainda são investigados. Os dados constam no último boletim informativo do órgão, que possui dados atualizados até o último sábado (23).

As duas últimas mortes ocorreram em Goiânia. Antes, já havia registro de outras duas vítimas, sendo uma em Turvânia e outra em Posse.

Até agora, a SES-GO notificou 33.540 casos de dengue em todo o estado, dos quais, 14.071 foram confirmados. O número representa uma queda de 9,02% em relação ao mesmo período do ano passado.

As cidades com mais casos notificados são:

Goiânia – 6.043
Aparecida de Goiânia – 3.804
Anápolis – 2.397
Posse – 1.610
Jataí – 1.273

Porém, a maior incidência ocorre no município de São Patrício. Com apenas 2.035 habitantes, a cidade já registrou 31 casos de dengue.

Alerta
Além disso, Goiás vive uma situação de alerta no que diz respeito à incidência do Aedes. De acordo com a SES-GO, a quantidade de imóveis que possuem criadouros do mosquito, é de 1,78%.

Veja a situação das cidades goianas:

89 cidades: situação satisfatória – com índice de infestação menor que 1%;
126 cidades: situação de alerta – com índice de infestação entre 1% e 3,9%;
27 cidades: situação de risco – com índice de infestação igual ou maior que 4%.

As cidades que apresentaram índice mais alto foram: Aporé (12,6%), Goianápolis (8%), Hidrolândia (6%), Aruanã (5,8) e Indiara (5;8%). Goiânia possui 1,7%, dentro da média estadual.

Dengue tipo 2
O aumento de casos de dengue tipo 2, que é uma variação mais grave do vírus transmitido pelo Aedes, tem preocupado as autoridades sanitárias. Os sintomas são os mesmos dos outros três tipos da doença, entretanto com alta virulência. Com isso, aumenta o índice de internações e casos mais graves.

“A população não tem ainda resistência, imunidade a esse tipo de vírus. E isso preocupa, porque ele será predominante na cidade, podendo ter um impacto maior na saúde dos infectados”, disse a superintendente em Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim.

Sintomas e tratamento
Os principais sintomas da dengue são dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.

A hidratação do paciente é parte importante do tratamento, pois a dengue é uma doença que faz a pessoa perder muito líquido. Por isso, é preciso beber muita água, suco, água de coco ou isotônicos. Bebidas alcoólicas, diuréticas ou gaseificadas, como refrigerantes, devem ser evitadas.

Não existe um medicamento específico para a doença. A medicação serve basicamente para aliviar as dores.

É muito importante se prevenir para que o Aedes não se prolifere. Qualquer local que possa juntar água limpa e parada é um foco do mosquito: pratos de vasos de plantas, caixas d’água mal tampadas, latas, garrafas, plásticos, cacos, pneus, piscinas sem tratamento da água, calhas, etc.

Calcula-se que 90% dos focos do mosquito sejam domésticos. Velas de citronela ou andiroba e repelentes são paliativos: não eliminam o mosquito, apenas o mantêm distante por algum tempo. As velas têm raio de alcance restrito. Os repelentes possuem duração de proteção limitada.

Coloque areia no prato das plantas ou troque a água uma vez por semana. Mas não basta esvaziar o recipiente. É preciso esfregá-lo, para retirar os ovos do mosquito depositados na superfície da parede interna, pouco acima do nível da água. O mesmo vale para qualquer recipiente com água.

Fonte:G1

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