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Três freiras morrem sem atendimento médico após fraude em planos de saúde

Uma organização criminosa suspeita de fraudar planos de saúde fez ao menos 100 vítimas no Distrito Federal. Entre elas, três freiras, que morreram. O convento onde elas moravam firmou contrato com a quadrilha, sem saber que era alvo de golpe.

As vítimas precisaram de atendimento e descobriram que o documento era fraudado. O grupo de golpistas é alvo de investigações da Operação Esculápio, deflagrada na manhã de hoje (27/11).

A investigação é coordenada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e Polícia Civil do DF. O grupo age desde 2016, não só no Distrito Federal como no Rio de Janeiro.

Cinco corretoras de seguros, três empresas de fachada e quatro empresários são investigados. O promotor de Justiça Paulo Binichesk, afirma que os criminosos mantinham esquema para cadastrar clientes de forma fraudulenta em planos de saúde empresariais.

A quadrilha é alvo de sete inquéritos policiais instaurados entre 2017 e 2018. O promotor explica que eles ofereciam o plano para pessoas que não tinham vínculo empregatício e idosos.

De acordo com ele, os golpistas realizavam o cadastro junto às operadoras utilizando dados falsos, como a profissão, idade e condição de saúde e, em alguns casos eles cobraram o dobro do preço. Quando as vítimas precisavam ir ao hospital, percebiam a fraude e não conseguiam realizar os procedimentos médicos.

Além das três freiras outras pessoas vulneráveis foram vítimas

Segundo o MPDFT, a organização criminosa é constituída por um núcleo duro, formado por líderes do esquema. Dois sócios de uma corretora de planos de saúde. Eles são encarregados de idealizar, esquematizar e montar o esquema.

Além disso, também gerenciam as principais ações do núcleo de cooptadores, formado por corretores autônomos e funcionários que atuam com a finalidade de atrair pessoas vulneráveis, idosos, doentes, pessoas sem vínculos empregatício, associativo, sindical, ou seja, pessoas não elegíveis aos planos de saúde coletivos por adesão.

O MPDFT afirma que o outro núcleo operacional é formado por três suspeitos, eles têm a função de operacionalizar o esquema no DF e em outros estados, além de adulterar documentos, formalizar parcerias e criar vínculos empregatícios falsos com as empresas utilizadas na fraude.

Três empresas jurídicas localizadas no Setor Comercial Sul também tornaram alvo de investigação e, mandados foram cumpridos no Sudoeste, no Riacho Fundo e em Santa Maria, nos locais, diversos documentos referentes à contratação de planos de saúde, HDs de computadores e celulares foram apreendidos.

Fonte: https://www.dm.com.br/

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